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terça-feira, 9 de outubro de 2012

A análise da questão: Ronaldinho é Seleção?


Já venho pensando neste post a um tempo. E acho que neste momento a discussão merece vir a tona, vindo em uma hora oportuna para todas as partes.

A nossa seleção brasileira, como todos já sabem (brasileiros em geral, torcedores assíduos e nem tão fanáticos assim, além de todo o mundo) vive um momento complicado, a pouco menos de dois anos para o início do Mundial em terras verde e amarela. O ponto de interrogação permanece na cabeça de todos desde o término da Copa do Mundo de 2010, onde o Brasil, ainda não encontrou uma nova "cara" e com boas perspectivas, ficando aquém das expectativas e gerando grandes dúvidas. Nestes momentos de dificuldades, principalmente com relação ao grupo de jogadores que vem sendo convocados e a equipe, que não para de sofrer intermináveis testes, a questão novamente é colocada em pauta: com as atuais dificuldades da seleção, pelo que vem jogando, Ronaldinho Gaúcho merece mais uma chance com a camisa canarinha?

Tudo levava a crer que 2012 seria um ano de malezas enormes para o dentuço. Início do ano, ele ainda se encontrava no Flamengo, depois de uma boa temporada em 2011. Porém, aos poucos, a relação com o clube carioca foi se desgastando, principalmente por questões internas, com relação a salários, festas e chegadas tardias nos compromissos pré-determinados. Sendo assim, a briga foi afetando o desempenho nos gramados, tendo seu estopim no início do mês de junho. Saindo pela porta dos fundos e hostilizado pela torcida, Ronaldinho estava se encaminhando para o final de carreira.

Muita gente achava que ele não teria mais espaço no futebol brasileiro. E este blogueiro que vos fala tinha esta mesma visão. Porém, eis que surge uma oportunidade. O presidente Alexandre Kalil resolveu investir e abriu as portas para o Gaúcho no Atlético-MG. No início, muita desconfiança e receio por parte da torcida, imprensa e diretoria, e também de todos que acompanham o futebol. Porém, bem no estilo "mineiro" de ser, quieto e aos poucos, o meia foi despertando novamente seu grande futebol e dando muitos resultados dentro de campo, chegando no desempenho de hoje. As confusões fora dele deixaram de existir quase que totalmente, e, assim, a questão seleção vem a tona novamente.

O fator para o sucesso e o atual momento de Ronaldinho Gaúcho no galo pode ser pautado em dois pontos: primeiro, a postura correta de toda a cúpula de diretores do clube, que fechou o circo em torno do meia, o blindou e, usando o estilo "rédea curta", conseguiu deixar os problemas extra-campo do jogador em segundo plano. Assim, ele voltou a ser manchete nos jornais, e não pelas confusões, mas sim pelo grande futebol que vem demonstrando, sendo o líder deste Atlético-MG que faz uma excelente campanha no Campeonato Brasileiro, como a muito tempo não se via. Além disso, receber o salário em dia é uma grande diferença.

Belo Horizonte também fez bem ao craque. Sendo uma cidade mais tranquila em relação aos grandes centros, os "burburinhos" não acontecem tão constantemente.Além da atitude correta da diretoria, a própria postura de Ronaldinho o ajudou a voltar a ser protagonista num grande clube. Se dedicando bastante em todos os sentidos, ele próprio fez com que a questão seleção brasileira voltasse a rondar a cabeça dos torcedores brasileiros.

Então, a questão que fica no ar é o mesmo título deste post: Ronaldinho merece voltar a seleção? Todos sabemos que um craque tão renomado, campeão mundial pelo Brasil, já eleito duas vezes o melhor jogador do mundo, e vivendo uma grande fase, não pode ficar de fora. Mano Menezes, como já foi falado, vem fazendo intermináveis observações na nossa seleção, testando jogadores aos montes, e não montando um estilo de jogo e nem uma cara para o time. Assim, a convocação de Ronaldinho se torna mais do que evidente, até pelos nomes que o Brasil possui na sua posição. Thiago Neves e Jadson podem ser boas opções (principalmente o segundo), mas fato é que o Gaúcho está fazendo por merecer uma volta a seleção, por tudo que vem apresentando desde que chegou ao Atlético-MG.

Juntamente com outros nomes, ele pode dar uma nova cara a equipe, que carece de nomes com experiência, e pode ajudar muito Mano e seus comandados não só em relação a isso, mas também colocando seu grande futebol em prática, como vem colocando no Brasileirão. Dois atuais momentos jogam a favor do jogador: o da seleção, que vive uma desconfiança tremenda em relação as competições futuras, e o seu próprio, com destaque, bom futebol e brilho.

A alternativa, no meu posto de vista, é muito válida. Já foram feitos tantos testes que até se perde a conta, e Ronaldinho seria mais um destes. Porém, este pode dar um resultado todo especial. Não estamos falando que ele irá ser o salvador da pátria e carregar o time nas costas rumo ao próximo ano e principalmente a 2014, mas ele pode representar e abrir uma nova fase na nossa seleção. Basta Mano Menezes saber aproveitá-lo bem e, é claro, convocá-lo. Ele, o Brasil e o próprio jogador tem muito a ganhar. A questão fica em aberto para os leitores: na sua opinião, Ronaldinho é Seleção?

sábado, 2 de junho de 2012

R10 x Fla: Os erros dos dois lados da moeda


Já era mais do que nítido e evidente. A lista de problemas só aumentava, a gravidade das declarações, ações e ameaças chegava ao insuportável entre ambas as partes. O desempenho dentro de campo e a relação fora dele causavam um desconforto por dia. E, na última quinta-feira, a "separação" só veio confirmar o que até demorou  um considerável tempo para se oficializar. Quem conhece e acompanha o futebol atual já deve ter notado do que estamos falando.

A primeira vista, era tudo uma festa de arromba, literalmente. Ronaldinho Gaúcho e o Flamengo se conheceram e chegaram a confirmar o "casamento" numa negociação muito embrumada e complicada, que contou com a presença de dois intrusos (Grêmio e Palmeiras) que tentaram melar o negócio. Só que a escolha do jogador foi mesmo jogar na Gávea, apesar de ter iniciado sua carreira no clube gaúcho. A recepção foi muito calorosa, e a expectativa era maior ainda, até por toda a história que R10 construiu na Europa. O início foi um pouco tímido, mas em pouco tempo ele conseguiu apresentar um futebol convincente, não chegando ao patamar do seu jogo que apresentou fora do país, mas que lhe rendeu muitos elogios e até convocações e a volta para a seleção brasileira. A torcida rubro-negra tinha a certeza que o clube havia feito um excelente negócio, e que o desempenho só iria aumentar, proporcionando títulos e muitas alegrias a maior torcida do Brasil.

Só que, repentinamente, os problemas foram aparecendo, mais no quesito extra-campo do que dentro dele propriamente dito. Atrasos e faltas em treinos, viagens e fisioterapias, sem explicações a diretoria do clube, e festas e baladas frequentes. Assim, o desempenho dentro de campo acabou sendo afetado, com caídas de rendimento nos jogos, e a relação tanto com a cúpula flamenguista como com os torcedores foi se desgastando. As "chamadas de atenção" foram dadas, e as cobranças foram feitas. Porém, os casos de indisciplina só aumentavam, e a relação se encaminhava para o começo de um final bastante conturbado. E, no meio disso tudo, atrasos de salários e direitos de imagem, além da pressão do empresário Assis pelo pagamentos das dívidas. Até que neste último mês de maio os fatos se agravaram numa tal gravidade que o que já era eminente ficou confirmado. Na última quinta-feira, Ronaldinho Gaúcho entrou na justiça e conseguiu seu desligamento do Flamengo de maneira oficial, acabando com a conturbadíssima relação de um ano e cinco meses entre o jogador e o clube.

O saldo que podemos fazer desta briga e término de "relacionamento" entre R10 e Fla pode ser feito dos dois lados da moeda, onde ambos os protagonistas da história saíram perdendo e tiveram ações totalmente erradas. Ronaldinho Gaúcho chegou badalado, prometendo fidelidade e vontade ao time e a torcida. Porém, seus atos de indisciplina extrapolaram quase todos os limites no que se está relacionado a um jogador de futebol, uma pessoa pública, e, se tratando dele, um craque já consagrado no futebol mundial e muito conhecido. As muitas festas, regadas a muito pagode, mulheres e confusões acabaram criando um clima de muito desconforto dentro do clube, que proporcionou a falta nos treinos e viagens, e também na queda do desempenho do jogador, e até uma eminente falta de interesse e motivação do próprio. Assim, a conduta de Ronaldinho é perfeitamente condenável, e com muita razão, porque seu divertimento e confusões fora de campo afetaram (e muito) seu futebol dentro dele, mostrando uma tremenda falta de profissionalismo.

Porém, o Flamengo não fica para trás em relação aos erros nesta complicada história de "amor e ódio". O clube fez um esforço tremendo para trazer o jogador, assumindo riscos de valores de salários. Conseguiu patrocinadores e parceiros para bancar o novo ídolo do time. Teve resultados no começo, com o bom desempenho dele dentro de campo e também com todo o mar keting gerado. Porém, os problemas de ordem financeira foram ficando quase que incontroláveis, expondo uma insatisfação do empresário e irmão de Ronaldinho, Assis. Junto com isto, os problemas de indisciplina do atleta começaram a aparecer, e o clube deixava tudo isto passar, formando uma bola e neve que só crescia a cada episódio desegradável que envolvia tanto o clube como o jogador. A cúpula rubro-negra não conseguia tomar atitudes e nem punia Ronaldinho pelos seus atos, muito menos com seu desempenho em campo. Erro gravíssimo do clube, que não soube lidar com os problemas tanto da parte financeira como disciplinar, deixando a coisa acontecer até chegar ao ponto que chegou.

Com erros e mais erros envolvendo as duas partes desta novela tão embrumante, polêmica e conturbada, o fato é que agora cada um vai seguir seu caminho. A briga verbal vai continuar por mais alguns dias, até que as coisas se secem e a batalha continue na justiça. Ronaldinho Gaúcho sai bastante "queimado" desta história, pelos seus atos e condutas, e dificilmente seu futuro será dentro do futebol brasileiro. Parece que a motivação e o foco agora são os principais adversários do jogador daqui pra frente, que agora procura novos ares para recomeçar. E o Flamengo agora tentará apagar toda esta confusão feita, pois ainda tem o Campeonato Brasileiro pela frente, além de sanar as dívidas com o jogador, dívidas que já se encontram na justiça e que prometem uma longa briga nos tribunais.

Fato é que a diretoria do clube precisa melhorar seu planejamento, que atualmente se encontra bastante bagunçado, e isto ficou mais evidente ainda com este episódio. Patrícia Amorim comete mais um erro, a torcida já está mais do que impaciente, e agora parece que Adriano vem por aí. O Flamengo corre mais um risco, pois o histórico do jogador não é nada favorável. E, se a lição não foi aprendida, as consequências podem ser maiores ainda.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

O R10 Rubro-negro

Depois de meses e meses de intermináveis especulações, negociações, sigilos e "manobras", finalmente a novela Ronaldinho Gaúcho teve fim. Mais insuportável que novela mexicana, o último capítulo desta história teve um final muito feliz para os flamenguistas de todo o Brasil.

Na noite da última segunda-feira, a presidente rubro-negra Patrícia Amorim pôs fim a um grande e cansativo mistério sobre o futuro de Ronaldinho, anunciando sua ida para o Flamengo. Neste período, o empresário e irmão do craque, Assis, consultou, analisou, teve paciência e alguns dizem que até "enganou" alguns clubes e dirigentes para tomar a decisão final. Grêmio, Palmeiras, Flamengo e até o Corinthians tiveram envolvimento nas negociações, que se arrastaram desde o final de 2010 até neste início de 2011. A cada dia que se passava, novos boatos surgiam, e o cansaço ficava mais evidente. Num dia, fechado com o Grêmio. No outro, tudo certo com o Palmeiras. E a festa preparada. Porém, Assis estava esperando para o impasse com o Milan se encerrasse, rescindindo o contrato com o clube italiano, para poder finalmente negociar com clubes de todo o mundo, menos da Itália. Quando isto aconteceu, as portas se abriram em definitivo.


O Flamengo, que estava como "azarão" nesta história, tomou a atitude mais inteligente, negociou primeiramente com o Milan, coisa que Grêmio e Palmeiras não fizeram, e já davam como certa a vinda do Gaúcho. Assis viajava de um lado para o outro, "brindou" com os gremistas e fechou com os palmeirenses, mas sem o aval do rossonero italiano. Quando saiu a liberação, já desgastados e irritados, Grêmio e Palmeiras saíram da novela e deixaram o caminho livre para que o Flamengo negociasse com Assis e Ronaldinho. E o acerto veio, agora sim confirmadíssimo.



Assim, Assis saiu como um certo "vilão" nesta história toda. Por um lado, na minha visão, o empresário agiu de forma equivocada, pois começou as negociações antes da liberação do Milan, e deu falsas esperanças a torcedores gremistas e palmeirenses. Episódio que desgastou (e muito) a imagem do irmão de Ronaldinho. Por outro lado, quanto Ronaldinho já estava liberado, Assis agiu como um típico empresário e acertou com o clube que ofereceu a melhor proposta e garantias financeiras. Alguns podem até mencionar que o Corinthians ofereceu um salário maior, mas, cá entre nós, o Timão só se manifestou quando o negócio com o Flamengo já estava acertado. "Migué" corintiano.

Agora não adianta ficar reclamando, Ronaldinho Gaúcho é mesmo do Flamengo. Apresentado na tarde desta quarta-feira, cercado por milhares de torcedores rubro-negros, o ex-melhor do mundo tentará retrubir muito bem a grande recepção que teve. A expectativa é enorme, todo o mundo ficará de olho. Com um contrato de quatro anos, Ronaldinho já visa o Mundial de 2014 no Brasil. O primeiro passo é recuperar sua forma física por completo, para então poder novamente jogar em alto nível, coisa que não acontece desde a Copa do Mundo de 2006. Se dará certo? Bom, só o tempo dirá, mas o Gaúcho é mais um craque brasileiro que volta a seu país de origem, despertando os olhares do todo o planeta e, é claro, da torcida flamenguista. O R10 agora é rubro-negro.

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Ronaldinho: Vai ou não vai?

Mais uma atuação de gala de Ronaldinho. Nos últimos jogos, não tem sido diferente. Contra a Atalanta, neste domingo, mais passes desconcertantes e assistências precisas, e um belo jogo. As últimas atuações do Gaúcho pelo Milan, tanto no Campeonato Italiano como na Liga dos Campeões, fazem o torcedor brasileiro pensar nele de novo como solução para concluir o grupo de jogadores da seleção que vão para a África do Sul em junho. O grupo já estava fechado, os nomes já pré-escolhidos, mas eis que apareceu novamente o Gaúcho cabeludo para confundir de vez a cabeça e aos idéias de Dunga. Afinal, tem lugar pra ele?


















Teoricamente, tem. Mas as recentes convocações feitas por Dunga dão sinal que ele dificilmente terá lugar entre os 23 selecionados para a busca do hexa. Alguns dizem: “Se ele fosse para a Copa, o Dunga já teria chamado”, e têm outros que soltam: “Ele não precisa ser testado”. As duas hipóteses não estão erradas, mas ninguém pode saber o que se passa na cabeça do técnico da seleção. Dentro de campo, ele joga mais ou menos na posição que Robinho, o queridinho de Dunga, joga hoje. Um atacante de movimentação que serve com passes e cruzamentos o centroavante de oficio, que é Luís Fabiano. Mas, no Milan, o Gaúcho joga um pouco mais atrás, ainda assim sem a responsabilidade de marcação. Talvez Dunga prefira Robinho justamente por isso, por ele poder fazer diversas funções em campo e ajudar na marcação na saída de bola e no lateral que ataca no seu lado. Ronaldinho já não pode fazer isso, o que comprometeria todo o estilo de jogo da seleção, que ficaria menos “pegador” na defesa. Dunga tem medo de repetir 2006, quando Ronaldinho tinha que marcar e sobrecarregava os volantes. E deu no que deu. Por isso, a convocação dele fica bem complicada. No lugar de Kaká? Mais difícil ainda, porque o meia do Real Madrid, assim como Robinho, é a espinha dorsal do time de Dunga. No Milan, Ronaldinho joga servindo os dois atacantes, o holandês Hunttelar e Pato. Kaká faz o mesmo papel, mas com mais movimentação, e também ajuda a marcar. Na teoria, a vaga do Gaúcho na sua terceira Copa do Mundo fica distante.

Mas ele continua jogando bem, fazendo gols e dando passes certeiros e muitas assistências para os gols do Rossonero, e deixando uma pulga atrás da orelha do torcedor, dos comentaristas futebolísticos, da CBF e principalmente de Dunga. E se o técnico não levar o Gaúcho? Se a seleção fracassar, com certeza surgiram comentários como “Se tivesse levado Ronaldinho, as coisas seriam diferentes”. No meio de tantas controvérsias, ele pode surgir, e pode levar junto Alexandre Pato, que voltou a aparecer fazendo muitos gols. Mesmo não se encaixando perfeitamente no esquema do treinador, Ronaldinho é sempre Ronaldinho, e ainda pode aparecer como uma surpresa na lista. Não duvide dele. Como o próprio Dunga diz, todos que estão em atividade ainda têm chances, certo?

sábado, 23 de janeiro de 2010

A hora de Ronaldinho

Chegou à hora de Ronaldinho Gaúcho mostrar a Dunga e ao torcedor brasileiro por que merece ir a Copa do Mundo em junho. O Gaúcho, nos últimos jogos, tem mostrado que merece ser um dos 23 convocados para ir à África do Sul. E agora, mais do que nunca, é a hora decisiva para impressionar mais uma vez o mundo com seu futebol moleque e alegre. Nada melhor que um clássico, com seu time em alta.

O jogo contra a Internazionale é decisivo tanto para o Milan quanto para Ronaldinho. Para o Milan, seis pontos atrás do rival, na vice-liderança do Calccio, vencer o clássico de Milão seria botar uma grande pressão em cima de Mourinho e seus comandados, e diminuiria a vantagem para três pontos, com ainda um jogo atrasado a realizar. O Milan vai completo e confiante, e podemos ter certeza que vai ser um jogaço de bola.

Se para o Milan o jogo é crucial, para Ronaldinho é mais importante ainda, pois este é o momento dele se firmar, jogar seu futebol dos tempos de Barcelona em 2004 e 2005, quando foi eleito o melhor jogador do mundo por dois anos seguidos, calar a boca dos críticos e corneteiros de plantão que contestaram seu futebol e voltar a seleção e disputar sua terceira Copa na carreira estando em alta. Em 2002, ele era coadjuvante, o menos badalado dos “erres” da seleção (Ronaldo, Rivaldo e Roberto Carlos). Mesmo sem alarde, foi decisivo na conquista do penta, arrasando a Inglaterra nas quartas-de-final. Em 2006, foi bem o contrário. Ronaldinho era a estrela, vindo de temporadas de glória no Barcelona e com status de melhor do mundo. Muita brincadeira e badalação, e deu no que deu. A seleção afundou junto com ele, o Gaúcho não fez um gol e decepcionou a todos.

Mas agora as coisas são mais diferentes. Ronaldinho chegou ao Milan badalado, mas não jogando bem. Foi parar no banco de reservas. Com a entrada de Leonardo no comando do rossonero, a confiança dele voltou, e o futebol também, para alegria dos brasileiros. O gaúcho de Porto Alegre fez como um mineirinho, quietinho, fazendo gols, dando assistências e jogando bem, aos poucos. Com o tempo, voltamos a falar dele, virou manchete e encantou o mundo com suas jogadas geniais. A favor de Ronaldinho, que a seleção ainda não tem um meia para jogar ao lado de Kaká, para a armação das jogadas. Craque é craque, e não desaprende. Ronaldinho Gaúcho não desaprendeu, podemos ter certeza disso. A convocação dele para a Copa depende mais dele do que de Dunga, que já confiou nele para as Olimpíadas, como capitão da equipe, mas não deu certo naquela oportunidade. Agora o momento é outro, de Ronaldinho, sem pressão, jogando solto e com alegria, que nunca lhe faltou. Eu, particularmente, defendo a ida dele para a Copa, mas depende somente do Gaúcho. E nada melhor que provar para todo o mundo que merece mais uma chance é jogando um super clássico e atuando como tem atuado nos últimos jogos. A hora é essa, Ronaldinho.