segunda-feira, 30 de julho de 2012

Escassez de gols e alterações na parte debaixo da tabela


Depois de três partidas realizadas na noite de sábado, mais sete jogos no domingo fecharam a 13ª rodada do Campeonato Brasileiro. E, nestas partidas, os poucos gols e o equilíbrio (salva uma exceção) predominaram, fazendo com que a tabela de classificação ao término desta rodada não tivesse bruscas alterações nas primeiras colocações, diferentemente das últimas posições, onde houve uma "troca de cadeiras" entre as equipes e colocações.

Neste domingo, ao todo, tivemos três empates com os placares zerados, coisa até difícil de se acontecer no Brasileirão. No Pituaçu, o Bahia como sempre contou com o apoio de sua torcida, mas não saiu da igualdade contra o Corinthians. Ambos proporcionaram um jogo bastante fraco tecnicamente e não mereceram a vitória. Os baianos seguem na degola e o timão no meio da tabela, ficando naquele "meio termo", se vai mesmo engrenar ou vai ser apenas um mero figurante no campeonato. Um pouco mais movimentado, mas nem tanto assim, Sport e Atlético-GO se enfrentaram na Ilha do Retiro, porém, também não saíram do zero. Apesar de ter mais o domínio do jogo, os donos da casa esbarraram na forte marcação adversária e permanecem beirando o Z-4, como os goianos, que permanecem dentro dele.


O outro 0 a 0 da rodada teve mais emoção, disputa e polêmica. O jogo entre o líder do campeonato contra o terceiro colocado prometia muito no Engenhão. Fluminense e Atlético-MG queriam aproveitar o tropeço do Vasco para se assumirem a briga pela ponta. Com o galo melhor na primeira etapa, tendo mais a bola e criando boas chances, e com o tricolor mais ativo no campo ofensivo no segundo tempo, a partida veio por terminar com um lance que causou e ainda vai causar bastante polêmica: já no final de partida, Fred recebeu na frente, driblou Victor e empurrou para as redes, mas o lance acabou sendo anulado, devido a um impedimento que não aconteceu. Muita reclamação dos tricolores, e alívio para o alvinegro. Ambos seguem na mesma situação na tabela de classificação. E o Vasco agradece.

Quem saiu do zero e com grande estilo, se recuperando e dando um alívio na pressão foi o São Paulo, que recebeu o Flamengo no Morumbi e acabou goleando. A partida, que marcava a volta do goleiro Rogério Ceni debaixo das balizas tricolores, acabou sendo amplamente dominada pelo time da casa na primeira etapa, que abriu dois gols de diferença, com um adversário perdido em campo. No início da etapa final, Luís Fabiano marcou novamente e ampliou. As mexidas de Dorival Júnior surtiram resultado, e fizeram o Fla melhorar, tendo mais a bola no campo de ataque e marcar seu gol de honra. Porém, a fragilidade da defesa rubro-negra continuou, e Jadson fechou a conta. Resultado que pode ajudar e muito o São Paulo a embalar uma sequência de bons resultados no campeonato e subir na tabela, almejando as primeiras colocações. Já o Flamengo permanece em situação delicada, com um equipe muito fraca e que parece não ter reação.


O Cruzeiro é outra equipe que tenta engrenar de vez na competição nacional. E deu mais um passo para isso. Jogando em casa, o time derrotou o Palmeiras e encostou de vez no G-4. Contando com uma boa atuação principalmente no primeiro tempo, a raposa marcou duas vezes com o atacante Borges. Barcos ainda diminuiu para o alviverde, que tentou uma reação na etapa final, mas ficou por isso mesmo. O time celeste está a um ponto da zona da Libertadores, e agora busca a regularidade, enquanto o verdão ainda busca se encaixar para sair da zona da degola.

Pra fechar, dois duelos envolvendo equipes do meio da tabela e também da parte debaixo dela. O Santos acabou encerrando o jejum de quatro jogos sem vencer contra a Ponte Preta. Jogando na Vila Belmiro, o peixe venceu no aperto e conseguiu sair do Z-4. Depois de abrir o placar na primeira etapa, o time campineiro empatou, mas Miralles, no final do jogo, garantiu o triunfo. Quem também voltou a vencer e deixou a zona de rebaixamento com a vitória foi a Portuguesa, que bateu o Náutico por 3 a 1 e busca agora se manter longe dela. Já o rival vê o adversário se igualar no número de pontos na classificação.

domingo, 29 de julho de 2012

Bom futebol colocado em prática = Resultado e atuação convincentes


Na manhã deste domingo a nossa seleção brasileira olímpica entrou em campo para o segundo confronto válido pela fase de grupos dos Jogos Olímpicos de Londres. Jogando no estádio Old Trafford, o Brasil buscava uma vitória e uma boa atuação para afastar a impressão deixada no jogo de estreia, onde bateu o Egito, mas não convenceu ninguém com seu futebol. Porém, os planos dos jogadores e do técnico Mano Menezes deram certo: atuação convincente, características e a qualidade dos atletas colocadas em prática dentro de campo, que fizeram o time chegar a mais uma vitória e garantir a classificação antecipada para as quartas-de-final dos jogos.

Além do triunfo, o que ficou de positivo na partida contra a Bielorrússia foi a atuação e a postura do time brasileiro dentro de campo. Mesmo tomando um susto logo no início de jogo, os atletas souberam ter calma e jogar a partida com tranquilidade. E, diante de uma forte marcação dos adversários, o gol acabou saindo com naturalidade, pela qualidade individual e o entrosamento dos homens de frente da seleção, que falaram a mesma língua e acabaram resolvendo a partida.


O técnico Mano Menezes promoveu apenas uma alteração na equipe em relação a partida de estreia: colocou Alexandre Pato no lugar de Leandro Damião. E a mexida acabou surtindo um efeito positivo na equipe dentro de campo. Pato, apesar de jogar como centroavante, também se movimentava bem entre os zagueiros, auxiliando nas jogadas de ataque. Mas quem acabou marcando primeiro foi a Bielorrússia, aproveitando mais um cochilo da defesa brasileira. Depois do gol, a equipe acabou melhorando na partida, tomou conta da posse de bola, trocava passes, invertia jogadas e chegava com perigo. O gol saiu não muito tempo depois, com Pato, que acertou uma bela cabeçada depois de lançamento de Neymar. O empate não contentou nosso meninos, que passaram a dominar ainda mais o jogo, mas pecavam pela falta de objetividade. Enquanto isso, nossa defesa ainda falhava em alguns lances.

A segunda etapa começou com o mesmo panorama: o Brasil com quase toda a posse de bola e tentando furar o forte bloqueio do adversário, que defendia com praticamente todos os jogadores. Porém, diferentemente da etapa inicial, a seleção apresenta jogadas ofensivas mais "agudas". Com o apoio dos dois laterais, os homens de frente eram auxiliados por Oscar, que se movimentava bastante. Com isso, as oportunidades foram aparecendo uma atrás de outra, e o gol era mera questão de tempo. E ele veio em uma bola parada. Neymar acertou um lindo chute em cobrança de falta, encobrindo o goleiro e virando a partida. O time, assim, diminuiu um pouco o ritmo, mas continuou com pleno domínio em campo, e com a defesa se postando melhor e não sofrendo sustos. Mano ainda promoveu algumas alterações, mas quem vinha por finalizar a vitória seriam os dois jogadores que mais se destacaram na partida, desde o começo: Neymar fez linda jogada, que acabou na também linda finalização de Oscar, fechando o marcador no Teatro dos Sonhos e carimbando a vaga da seleção na próxima fase dos Jogos Olímpicos.


Os destaques desta vitória da seleção podem ser considerados tantos as atuações individuais dos jogadores, principalmente Neymar (que assumiu a responsabilidade de ser a principal estrela deste time, chamou o jogo pra si, participou dos três gols e acabou sendo decisivo) e Oscar (mostrando que realmente é o maestro desta equipe e que a camisa 10 está em ótimas mãos). Além deles, a atuação coletiva também é de se comemorar: mesmo com jogadores muito jovens, a equipe não se abateu com o susto inicial e soube ter paciência para furar a defesa adversária e vencer com tranquilidade e autoridade. A defesa apresentou mais uma vez algumas deficiências, mas que melhoraram com o decorrer da partida e que estão sendo aprimoradas, sendo aperfeiçoadas e se encaixando a cada jogo.

Mano deve dar uma atenção maior a nossas laterais. Como Rafael e Marcelo possuem características mais ofensivas, a defesa acaba ficando exposta, com Sandro e Rômulo tendo que cobrirem as subidas dos alas. O time apresentou algumas dificuldades principalmente com isso, e acabou sofrendo alguns sustos nestas primeiras duas partidas. Outra coisa que preocupa é o estado de Paulo Henrique Ganso. Parece que ele está nitidamente fora de sintonia com a equipe. Em ambos os jogos, ele entrou e mal conseguiu tocar na bola, não merecendo as chances que Mano está lhe dando. Realmente é preocupante a atual fase do meia.


No mais, a seleção olímpica parece que está se encaixando cada vez mais, e o esperado é que o time suba ainda mais de rendimento nas próximas partidas, e já visa a próxima fase, sendo que a classificação já está assegurada. Se souber colocar seu bom futebol em prática, jogando com seriedade e tranquilidade os 90 minutos, como atuou hoje, esta geração tem todas as condições de continuar apresentando belos lances e trazer a medalha de ouro para o Brasil.

Truncado, engrenando e aliviando

Três palavras. Apenas três palavras para o título deste post. E o porque disso? Porque elas podem resumir muito bem as três partidas que abriram a 13ª rodada do Campeonato Brasileiro, neste sábado. Três palavras e três jogos, que envolviam principalmente equipe da parte de cima da tabela.


Vamos começar então com a primeira palavra que ilustra o título deste post: TRUNCADO. E esta palavra veio de Porto Alegre, mais precisamente do estádio Beira-Rio, onde Internacional e Vasco se enfrentaram. A partida tinha como grande chamada a estreia do atacante uruguaio Forlán pelo time colorado. Até por isso, a torcida compareceu para prestigiar a nova estrela do time, que até correspondeu bem a expectativa, mas que não conseguiu fazer com que a equipe da casa saísse vitoriosa. Isso porque a palavra dita no começo deste parágrafo esteve presente em quase todo o jogo. Principalmente na primeira etapa, onde as duas equipes não conseguiram aplicar seu futebol, com muito erros para ambos os lados, onde os passes errados eram grandeza e a marcação se sobressaia sobre os ataques.

Na segunda etapa, o jogo ficou um pouco mais aberto, mas nada que mudasse muito o panorama: partida equilibrada, truncada, disputada ferrenhamente no meio-de-campo e onde as equipes pouco criaram e abusaram dos erros, principalmente no ataque. O resultado não poderia ser diferente: um 0 a 0 justíssimo. Resultado que acabou sendo considerado ruim para o Inter, que perde a chance de entrar no G-4. Em relação a estreia de Forlán, ele até foi bem na partida, principalmente no primeiro tempo, onde se movimentou muito bem pelo lado direito. Ainda tem muito a melhorar e vai com certeza acrescentar e muito na equipe do técnico Fernandão. Já o Vasco pode até comemorar este ponto, por estar jogando fora e sem algumas peças de seu time. O cruzmaltino está sabendo quase sempre pontuar nas rodadas, coisa que pode fazer diferença na classificação final. Porém, pode ver o Atlético-MG abrir mais vantagem ainda na primeira colocação no término desta rodada.


A próxima palavra destaque deste post é um verbo: ENGRENANDO. Assim que pode se sentir o Coritiba depois desta rodada. O time recebeu o Grêmio no estádio Couto Pereira e, na base da raça, do sufoco e do aperto, conseguiu sua segunda vitória seguida e segue tentando se estabilizar de vez neste Brasileirão e engrenar de vez na competição. Depois de um primeiro tempo sonolento, a segunda etapa veio com emoção e gols. E os primeiros dois vieram em bolas paradas. Ayrton abriu o placar para os donos da casa em uma bela cobrança de falta. Porém, André Lima igualou o marcador, aproveitando cruzamento dentro da área. E, quando o jogo se encaminhava para um empate, o atacante Leonardo acertou um belo chute e garantiu o triunfo alviverde. O Coxa agora sobe na tabela, e pode se diz que está engrenando no Brasileiro. Time a equipe tem para fazer uma bela campanha. O Grêmio lamenta o resultado, pois pode ver nesta rodada os adversário da frente abrirem vantagem. A irregularidade ainda faz parte do vocabulário gremista.

E a terceira e última expressão: ALIVIANDO. Isso porque estamos falando do Botafogo, que, no Engenhão, afastou o fantasma das últimas atuações e resultados negativos com uma vitória que não vinha já a quatro partidas. O Figueirense foi a vítima da vez. Porém, o triunfo não veio de maneira fácil para o time da estrela solitária, que viu o adversário ter boas chances em toda a partida, quase complicando sua situação. Apesar de ter mais posse de bola durante boa parte do jogo, o Bota teve muita dificuldade para conseguir chegar a meta do goleiro Ricardo. Oswaldo de Oliveira mudou o esquema tático do time, colocando mais um atacante no seu time. Porém, a tática não deu certo, e na segunda etapa o treinador voltou com seu esquema habitual de jogo.


Mas a coisa continuou complicada, e seu time precisou contar também com a sorte para marcar o gol solitário do placar. Andrezinho marcou batendo de fora da área, contando com o desvio da zaga catarinense, garantindo o 1 a 0 suado e nada convincente. O resultado alivia um pouco a pressão em cima da equipe, que teve a primeira vitória com o holandês Seedorf em campo, que, aliás, jogou muito bem e ajudou o time a vencer. Apesar do triunfo, o fogão caiu muito de produção e vem apresentando um futebol abaixo da expectativa. Já o Figueirense, que jogou muito desfalcado, quase conseguiu fazer um "crime" no Engenhão, mas continua em situação muito complicada, segurando a lanterna do Brasileirão.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Complemento da rodada do Brasileiro e as duas "faces" da seleção na estreia olímpica


A quinta-feira de futebol pelo Brasil teve como principal atração o complemento da 12ª rodada do Campeonato Brasileiro, onde três partidas foram realizadas, com uma vitória de um mandante, um empate e um triunfo de um visitante.

Vamos destacar primeiramente a partida que devolveu a liderança ao Atlético-MG. Jogando na Arena Independência, o galo bateu o Santos com tranquilidade e reassumiu a ponta na classificação. Com gols de Danilinho e Réver, os mineiros chegaram a impressionante marca de sete vitórias consecutivas e é o time a ser batido neste Brasileiro, estando numa fase excepcional. O peixe, ainda muito desfalcado, vai perdendo muitos pontos e despencando na tabela, mostrando toda a dependência em suas estrelas.


No Engenhão, o duelo entre Flamengo e Portuguesa já não prometia muita coisa, pela fase ruim das duas equipes. E foi isto que realmente aconteceu. Apresentando todas as suas deficiências e fraquezas, ambos tentaram, tiveram boas chances, mas não conseguiram movimentar o placar. O rubro-negro, que promoveu a estreia do técnico Dorival Júnior nesta partida, permanece buscando soluções para seu péssimo momento, soluções estas que parecem cada vez mais distantes das ideiais. A torcida protesta, e com razão, as tropeçadas da atual diretoria, que não consegue achar seu rumo. Enquanto isso, a equipe vai refletindo isso dentro de campo e também na classificação. Já a lusa não pode comemorar muito o empate, pois ainda deixa o clube na zona de rebaixamento.

Finalizando a rodada de meio de semana do Brasileirão, o Bahia foi até a Arena Barueri encarar o Palmeiras. E, apesar de ser pressionado por boa parte do jogo, acabou usando sua eficiência no ataque para conseguir uma importante vitória, sair da zona da degola e ainda passar o rival na tabela. Com dois gols de Souza, o tricolor baiano triunfou na estreia do técncio Caio Júnior e agora tenta se afastar de vez das últimas colocações. Já o Palmeiras segue muito irregular no campeonato, não consegue emplacar uma boa sequência de jogos e permanece beirando o Z-4.


Além do complemento da 13ª rodada do Brasileirão, a quinta-feira do futebol foi também de uma estreia muito aguardada. Mais precisamente em Londres, onde a Seleção Brasileira fazia seu primeiro jogos pelas Olimpíadas, em busca da inédita e tão buscada medalha de ouro. E a partida contra o Egito serviu para o torcedor brasileiro ficar, ao mesmo tempo, confiante e com algumas dúvidas em relação a este time que vai disputar a competição, buscando o único título que falta para o futebol brasileiro.

Isto porque a seleção de Mano Menezes mostrou duas caras totalmente diferentes nesta partida de estreia. Na primeira etapa, apesar do início com dificuldades, a "face" brasileira se apresentava bastante nítida, com muita velocidade, toques de bola rápidos e precisos e jogadas ofensivas agudas e envolventes, principalmente com o quarteto de ataque do time, que contou com Oscar na armação, Hulk e Neymar pelas alas e Leandro Damião dentro da área. Com isto, a seleção mostrou sua superioridade técnica e coletiva para logo abrir três gols de diferença no marcador, marcando com Rafael, Damião e Neymar. Assim, o time buscou controlar a partida e ditar seu ritmo, cadenciando, tranquilizando e tendo o controle do jogo até o fim da primeira etapa.


Porém, parece que outra equipe entrou em campo na etapa final. Um time com uma cara inversa do que foi apresentada no primeiro tempo. Parece que a equipe entrou com um excesso de confiança, com um clima que o jogo já estava decidido, relaxou e acabou tomando um sufoco desnecessário. Dois gols sofridos diante de um um fraco adversário, que, se tivesse mais qualidade, poderia ter complicao a vida da nossa seleção. As mexidas de Mano não surtiram efeito, a equipe continuou apática, mas, mesmo assim, conseguiu a vitória e estreiou com o pé direito nas Olimpíadas.

As conclusões e lições tiradas desta partida tem seus lados positivos e negativos. Positivos pelo futebol que o time apresentou na etapa inicial, utilizando as melhores características de seus jogadores e usando o coletivo para criar jogadas envolventes no ataque e marcar os gols, mostrando que a equipe tem sim potencial de sobra para chegar longe na competição. Porém, os pontos negativos devem ser levados em consideração, até para o aprendizado de todos. Podemos relatar que um dos problemas pode ter sido o tão famoso "peso" da estreia. Pois bem, esta conclusão só poderemos tomar na próxima partida.


Fato é que a equipe se perdeu na segunda etapa, entrou muito desligada e sem gana, e acabou sofrendo dois gols de uma equipe muito fraca. A defesa acabou se atrapalhando em lances fáceis, o meio errando passes bobos e a coisa quase complicou. Resta o técnico Mano Menezes colocar o time novamente nos trilhos para o jogo de domingo, contra a Bielorrúsia. Se for assim, o time tem tudo para vencer com tranquilidade e continuar seu caminho rumo ao ouro olímpico, porque time temos de sobra para ganhar esta medalha inédita. Só não podemos dar este mole novamente.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Disputas, gols e trocas na tabela: a abertura da 12ª rodada do Brasileirão


Nesta quarta-feira o nosso Campeonato Brasileiro apresentou e iniciou mais uma de suas rodadas, a sua 12ª desta edição. Sete partidas foram disputadas na noite de ontem. E quase todas estas se caracterizaram por grandes disputas e equilíbrio dentro de campo, além de muitos gols e resultados que proporcionaram algumas mudanças na tabela de classificação.

Vamos começar destacando as partidas que se iniciaram as 19h30. No estádio Moisés Lucarelli, a Ponte Preta buscava a reabilitação no campeonato, depois de tropeços seguidos. Porém, a macaca não passou do 1 a 1 com o Sport e, depois de um início muito promissor, parece que está perdendo força. O rubro-negro ainda busca se afastar de vez da degola. Quem está e continua dentro dela, da zona de rebaixamento, é o Figueirense, que perdeu mais uma em casa. Desta vez para o Internacional. O time catarinense passa por um momento muito conturbado, com muitas trocas na comissão técnica e no comando de futebol do clube. Empresas parceiras da equipe acabaram se afastando, e agora o novo técnico Hélio dos Anjos tenta ser o bombeiro para apagar esse incêndio que já invade e acaba afetando o time dentro de campo. Já o colorado obtém sua segunda vitória seguida com Fernandão e se aproxima do G-4. e ainda o uruguaio Forlán já deve fazer sua estreia na próxima rodada, melhorando ainda mais o belo time dos gaúchos.


Nos Aflitos, o duelo entre times do meio para baixo da tabela acabou proporcionando um jogo com muitos gols, reviravoltas no placar e a importante vitória dos visitantes. Depois de estar perdendo por duas vezes, o Coritiba mostrou a força do seu grupo e buscou a virada, vencendo o Náutico por 4 a 3, num jogo acirrado. Com o triunfo, o coxa dá um respirada na classificação, e agora tenta encaixar seu bom time para fazer uma boa campanha no Brasileiro. O timbu já se preocupa novamente com a parte debaixo, e ainda anda muito irregular na competição.

O clássico estadual da rodada aconteceu no Engenhão. E, apesar do pouco público, Vasco e Botafogo proporcionaram uma partida bastante movimentada e disputada, boa aos olhos do torcedor, e que acabou sendo decidida nos momentos finais. A primeira etapa foi do domínio do fogão no início, mas depois o cruzmaltino tomou conta da partida e teve ótimas chances de marcar, porém não obteve sucesso em suas boas tentativas. Seedorf e Juninho Pernambucano comandavam o meio-de-campo de suas equipes, e o jogo voltou a ser equilibrado no final do tempo. Na etapa final, porém, o predomínio de bola do Botafogo era maior, só que a equipe não criava chances. Até por isso mesmo, o time acabou sendo castigado no final de partida, quando Juninho usou sua raça e categoria para servir Alecsandro (artilheiro do Brasileirão, agora com 8 gols) e marcar o gol da vitória, que colocou os vascaínos na liderança provisória.

 
Quarta vitória seguida do Vasco, que continua sem tomar gols e segue muito embalado, vai superando as dificuldades e não desgarra na caça ao Atlético-MG. Já o Botafogo sofre seu segundo revés seguido, já começa a se afastar do G-4 e liga o sinal amarelo. Principalmente na partida de ontem, a equipe deu sinais evidentes que seu esquema tático dentro de campo está apresentando deficiências. Oswaldo de Oliveira precisa ficar de olho nessa situação.

No Pacaembu, o Corinthians voltou a vencer depois dos tropeços a últimas rodadas. A vítima foi o Cruzeiro. Triunfo por 2 a 0, com tranquilidade. O campeão da Libertadores ainda busca sua regularidade no campeonato, pois time a equipe tem para brigar pelas primeiras colocações. Porém, é preciso focar na competição, esquecendo dos desafios do final do ano, que ainda estão longe. A raposa, depois de conseguir duas importantes vitórias, volta a perder, mas permanece perto dos primeiros colocados. E quem continua também e se aproximou mais ainda dos líderes é o Grêmio, que mais uma vez somou três pontos e parece ter se encaixado de vez no Brasileirão. O tricolor dos pampas bateu o Fluminense com um gol solitário de Kleber, num jogo bastante truncado no meio-de-campo e sem muitas oportunidades de gol. O time agora está a apenas um ponto dos cariocas, que, por sua vez, acabaram sofrendo com os desfalques e sendo derrotados. Porém, a terceira colocação foi mantida.

 
Pra fechar o giro pelos jogos de abertura da 12ª rodada do Campeonato Brasileiro, paramos no estádio Serra Dourada, onde o ex-lanterna Atlético-GO aprontou pra cima do São Paulo. O time goiano começou com tudo, logo abrindo 3 a 0 no placar. Depois de um sofrer um gol, fez mais um e foi para os vestiários com 4 a 1 na conta. Mas a equipe relaxou na segunda etapa, levou dois gols, mas segurou a suada e importantíssima vitória, que não tira o time da degola, mas que ajuda muito, até na moral e no entusiasmo de todos dentro do clube. Já o tricolor paulista continua mal sob o comando de Ney Franco, que está utilizando jovens jogadores para tentar sanar os desfalques e as deficiências no elenco, coisa que não anda dando certo. Reforços urgentes: é isso que o time precisa, caso contrário não tenha treinador que consiga dar jeito na situação. Nesta quinta-feira três partidas completam mais uma rodada do Brasileirão, e a expectativa é a mesma da abertura: gols, jogos acirrados e mudanças na tabela. Vamos conferir.

terça-feira, 24 de julho de 2012

2012: Jovem ano dourado?


A partir desta quinta-feira, dia 26, o mundo mais uma vez vai parar para acompanhar a maior competição esportiva do mundo. Bastante aguardada e muito cobiçada, a Olimpíada de Londres pode ser considerada o sonho e o maior objetivo de qualquer esportista atualmente. E, para o futebol, a coisa não é diferente. Apesar de muitos desprezarem, a disputa pela medalha de ouro olímpica acaba envolvendo muita a seleção brasileira, que ainda não tem este título no currículo, e, até por isso mesmo, a sua importância aumenta consideravelmente.

E a “pergunta-título” deste post já pode caracterizar qual assunto será tratado neste texto. Se olharmos pelo lado da pergunta, esta já é bastante pertinente, bate na cabeça do torcedor brasileiro há tempos e, depois de muitas decepções, incertezas e vexames, até parece que nunca vai ser respondida da melhor forma: com uma medalha dourada. Porém, podemos olhar pelo outro lado, se analisarmos que possuímos neste momento uma seleção de jovens talentos que há muito tempo não se via, não só pelo talento e potencial individual dos jogadores, mas também por todo o conjunto, onde a equipe fica competitiva e forte em todos os setores de campo e favorita para ganhar o inédito ouro para o Brasil. 

 
A preparação começou ainda cedo. Podemos considerar que, neste ano, os amistosos da seleção principal foram todos voltados para convocações de jogadores com idade olímpica e testes para os prováveis times de Mano Menezes para os jogos. E, apesar dos resultados variarem bastante nos testes, a seleção foi criando uma “cara” bastante jovem e promissora paras as Olimpíadas, tentando entrosar sua equipe e fazendo os jogadores se entenderem dentro de campo.
 
Em relação à convocação dos 18 atletas que disputarão os jogos, Mano Menezes acabou não fazendo nenhuma surpresa e acabou chamando aqueles jogadores que já vinham sido testados desde o início da temporada. Podemos considerar que temos uma equipe bastante qualificada, e não só os onze titulares: o elenco tem opções de sobra para uma eventual situação de desvantagem. Infelizmente a lesão do goleiro santista Rafael pode ser considerada um fator a lamentar, pois o jovem arqueiro estava passando muita segurança debaixo das balizas. Seu reserva, Neto, ex-Atlético-PR, agora poderá mostrar se está ou não preparado para esta eventualidade e terá que corresponder à confiança de Mano, que tem o chamado constantemente nas convocações.

 
Nas laterais, temos jogadores muito eficientes no apoio ao ataque, mas que não tem como seu ponto forte a marcação. Os prováveis titulares serão Rafael, pelo lado direito, e Marcelo, pelo lado esquerdo (este último está na lista dos três atletas acima dos 23 anos, que ainda conta com Thiago Silva e Hulk). Ambos tem muita qualidade, mas devem ficar atentos com as investidas adversárias. A zaga estará muito bem servida com o “monstro” e capitão Thiago Silva, um dos melhores zagueiros do mundo, que tem o papel de líder dentro de campo. A incógnita está justamente em seu companheiro, que deve ser Juan. Ele se apresentou um pouco “estabanado” em algumas partidas, mas já mostrou que pode superar isto e fazer uma boa Olimpíada. Protegendo a defesa estarão Rômulo e Sandro, dupla que já se mostrou afinada nas últimas partidas, e que terá a missão de defender e ser aquele já conhecido “elemento-surpresa” nas subidas ao ataque. Quanto aos dois, nenhuma preocupação.

O meio-de-campo de criação da nossa seleção olímpica conta com três atletas com grande potencial: Oscar, Lucas e Paulo Henrique Ganso. Pelo esquema com três atacantes que Mano pretende colocar em campo, somente um deles será o titular, e este deve ser Oscar, que está fazendo por merecer sua vaga, pois vem se destacando ultimamente, principalmente nos jogos decisivos. Assim, Lucas ficaria mais como uma opção de ataque, jogando pelos lados de campo, como é sua característica. Já Ganso terá que mostrar dentro de campo se merece prestígio. Há tempos que o meia santista não apresenta nada de interessante em seu futebol. Na linha de frente da seleção canarinho, Neymar e Hulk darão velocidade pelas pontas, enquanto Leandro Damião assumirá a complicada missão de ser o camisa 9. Alexandre Pato fica como uma boa opção para esta posição.


Somente olhando assim por cima, podemos ter a impressão que a seleção brasileira atuará com um esquema até um tanto ofensivo nestes Jogos Olímpicos. Porém, uma das características mais fortes desta equipe de Mano está justamente na marcação, onde todos voltam para fechar os espaços. Apostando nisso e principalmente na velocidade, inspiração e talento dos jovens jogadores, além de toda a preparação feita, o Brasil mais uma vez entra em campo para tentar afastar de uma vez por todas o “fantasma” das Olimpíadas, que ronda já por tanto tempo o nosso futebol. Querendo ou não, mesmo com alguns não dando muita importância para os jogos, a competição sem dúvida será um divisor de águas para esta seleção, e principalmente para o técnico Mano Menezes. E isto já ficou de certa forma evidente.

Então, a responsabilidade é grande, a expectativa é maior ainda, e é assim que nossa seleção vai entrar em campo em Londres, tentando voltar para o Brasil com um brilho especial, em um tom dourado, como todos esperam. 2012 pode ser considerado o ano onde o país está com mais chances de conquistas esta medalha inédita, e pode ser até por isso que o peso desta Olimpíada parece maior. Boa sorte aos meninos brasileiros, que, se mostrarem o que sabem jogar dentro de campo, tem plenas chances de trazer a medalha de ouro pra casa, e, consequentemente, fazer história.

Apostas Esportivas - Como funcionam?

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Boa sorte e bons jogos!

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Os de cima sobem, e os debaixo descem...


Neste final de semana tivemos a realização da 11ª rodada do Campeonato Brasileiro. Ela se iniciou no sábado com três partidas e teve seu complemento no domingo. E o título deste post já pode resumir bem o que foi esta rodada: as equipes que estão na parte de cima da tabela (com exceção do Botafogo) venceram suas partidas, permanecendo bem no campeonato e afunilando ainda mais a disputa pelo título e pelas vagas no G-4. Por sua vez, quem já estava meio mal das pernas continuou assim ou piorou sua situação.

Vamos começar falando da rodada de sábado, onde líder e vice-líder entraram em campo, venceram suas partidas e permaneceram no páreo na briga pela ponta. O primeiro lugar não mudou de mãos. O Atlético-MG mais uma vez mostrou o bom futebol da equipe comandada por Cuca e goleou o Sport na Ilha do Retiro, com destaque para seus principais jogadores: Ronaldinho Gaúcho, Jô e Bernard marcaram uma vez cada e garantiram a manutenção da liderança para o galo, que parece não estar disposto a sair de lá por enquanto.


E, se os mineiros ganharam, os cruzmaltinos não poderiam deixar por menos. Dentro de casa, o time passou com tranqüilidade pelo fragilizado Santos. Mesmo com o desfalque e com a saída de dois jogadores importante, que foram negociados com o exterior (Fagner e Diego Souza) a equipe de Cristovão Borges mostrou sua principal característica: a força do seu grupo, que fez a equipe manter seu rendimento e continuar vencendo, sempre a caça do galo. Tanto atleticanos quanto vascaínos podem comemorar, pois ambos estão quase que impecáveis na regularidade nestas primeiras onze rodada de Brasileirão.

Quem não desgarra de perto deles é o Fluminense, que não teve vida fácil contra a Ponte Preta, que está sendo um osso duro de roer para todos até agora na competição. Com um gol de pênalti no final da partida, Fred fez a equipe permanecer na terceira posição e não se distanciar dos dois alvinegros da frente. Um pouco mais distante do Flu, mas nem tanto, permanece o outro tricolor, o Grêmio, que foi até o Engenhão e calou a torcida botafoguense, no jogo que marcou a estreia do meia Seedorf com a camisa do time da estrela solitária. Os gremistas seguem muito confiantes, pois estão vendo que o grupo de jogadores, com a qualidade individual que tem, está formando um time entrosado e bem distribuído dentro de campo. Já o fogão, com a derrota, acabou se distanciando um pouco do grupo da frente.


Aparecendo agora na quinta colocação está o Cruzeiro, que venceu novamente e encostou de vez no G-4. Dentro de casa, a equipe celeste bateu o Flamengo pelo placar mínimo e deve seguir brigando nas cabeças da tabela de classificação. A do seu rival derrotado segue bastante delicada, onde as vitórias estão escassez e a pressão se faz presente constantemente. Nada garante a manutenção de Joel Santana na equipe. O São Paulo finalmente desencantou sob o comando de Ney Franco e, com muita eficiência, venceu o Figueirense e permanece brigando por uma vaga na Libertadores. Os jovens são-paulinos acabaram assumindo a responsabilidade e resolveram o placar. O Figueira permanece ladeira abaixo na tabela, e agora Adílson Batista é a aposta para tirar os catarinenses desta incômoda situação.

Quem também permanece ladeira abaixo, ou quer dizer, afundado na lanterna, é o Atlético-GO, que voltou a der derrotado, e desta vez com goleada. 4 a 1 diante do Internacional, que promovia a estreia de Fernandão no comando da equipe. Uma aposta ousada dos diretores colorados, que estão confiando num ex-ídolo da torcida para fazer um grupo de ótimos jogadores se tornar uma equipe de qualidade. Com Falcão não deu certo, mas Fernandão possui uma “cartilha” mais farta de escolhas para poder formar esta equipe. Tentando entrar de vez no campeonato, o Palmeiras parece que está no caminho certo: na Arena Barueri, a equipe contou com a reestreia do atacante Obina para bater o Náutico com facilidade e tentar engrenar de vez. Porém, o verdão ainda tenta se afastar da zona de rebaixamento, coisa que o timbu também busca.


Falando em se afastar das últimas colocações, duas partidas acabaram envolvendo esta temática. Porém, acabaram empatadas. No sábado, o Pacaembu recebeu um ótimo público. Mas o Corinthians acabou não correspondendo as expectativas do seu torcedor. Ficou no 1 a 1 com a Portuguesa e, assim com o rival Palmeiras, ainda tenta se achar no Brasileirão. Já a lusa permanece no Z-4, assim como o Bahia, que deixou escapar dois preciosos pontos dentro de casa contra o Coritiba, depois de estar vencendo por dois gols de diferença. A briga é bastante ferrenha já neste início de Campeonato Brasileiro tanto na parte de cima como na parte debaixo da tabela. E esta 11ª rodada acabou que favorecendo quase que por completo as equipes com destaque na classificação. Neste meio de semana tem mais.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Início da 10ª rodada = Desempenhos e afirmações cada vez mais nítidas


Nesta quarta-feira tivemos a abertura de mais uma rodada do Campeonato Brasileiro. E esta foi a primeira rodada acontecendo nos meios de semana, onde esta marcará agora o começo de uma maratona de jogos, o que já é característico no Brasileirão. E, esta 10ª rodada, mesmo que ainda não tenha acabado, já pode ser marcada pela “nitidez” do desempenho das equipes. Isto é, cada vez mais conseguimos visualizar os favoritos ao pelotão de frente da classificação e também os que passaram por apuros na parte debaixo da tabela.

Então, vamos começar falando das equipes que já são consideradas favoritas e devem frequentar os primeiros lugares na classificação. A liderança continua sendo do Atlético-MG, que mais uma vez apresentou um bom futebol e venceu bem um Internacional cheio de desfalques. O galo chegou a sua oitava vitória em dez partidas e permanece muito embalado. Cuca parece que finalmente achou seu time, formou uma base com experiência e promete uma disputa ferrenha. Já o colorado, mesmo com a derrota, deve disputar ao menos uma vaga no G-4, com todos os jogadores contratados. O elenco do colorado é muito forte, coisa que é essencial para a disputa de um campeonato tão longo como é o Brasileirão.


Quem segue na cola do galo é o Vasco, que na noite de ontem foi até o Morumbi e venceu o São Paulo com autoridade. Não no placar (que foi o mínimo), mas sim pela superioridade que os vascaínos demonstraram em toda a partida, marcando forte e tocando muito bem a bola, sob a batuta de Juninho Pernambucano. Assim, o cruzmaltino é outro time que deve frequentar as primeiras posições, pois permanece com um time muito entrosado, que mescla muito bem experiência com juventude. A situação do São Paulo já é a inversa: com o futebol de baixíssimo nível que vem apresentando desde o começo da competição, a equipe vai ser um mero figurante se não se mexer e trazer reforços. Muitos setores ainda estão carentes dentro de campo, e a diretoria precisa se agilizar para ajudar o técnico Ney Franco, recém-contratado pelo clube.

O Grêmio pode ser considerado aquela equipe que está na chamada “ascensão” no campeonato. Ontem, no Estádio Olímpico, o time saiu atrás, mas buscou a virada, vencendo o Sport e entrando no G-4. Depois do início discreto, o tricolor gaúcho vem se acertando, e com o time que tem é forte candidato a uma vaga na Libertadores, ou até quem sabe o título. Promete incomodar bastante ainda. O Sport segue embaixo da tabela, e ainda busca se reabilitar para entrar de vez no campeonato. Botafogo e Santos fizeram o clássico alvinegro da rodada, que acabou num fraco empate sem gols. O fogão permanece na cola dos líderes, e deve permanecer durante a competição assim. Oswaldo de Oliveira tem o time nas mãos, e ainda ganhou algumas importante peças que a diretoria está trazendo. Já o peixe, desfalcado de suas estrelas, ainda não decolou no Brasileirão. Jogadores de qualidade o time tem para brigar nas cabeças da competição. Só falta colocar o jogo coletivo e o futebol dentro de campo, coisa que não vem aparecendo nas últimas partidas.


No estádio dos Aflitos, o Náutico contou com o retorno do atacante Kieza para bater a Ponte Preta e aliviar sua situação na tabela de classificação. Assim com o rival Sport, o timbu ainda tenta se estabilizar na competição. Já a Ponte Preta faz um início de campeonato muito interessante, com um time rápido e entrosado. Se a equipe tiver uma boa regularidade, pode chegar a incomodar os favoritos. E quem acabou se recuperando na rodada e novamente encostando nas primeiras colocações foi o Cruzeiro, que foi até o Canindé e venceu a Portuguesa, que permanece mal. A raposa deu uma certa “derrocada” nas últimas partidas, porém entra forte para brigar pelo G-4 até o término do campeonato. Só falta a equipe ser mais regular.

Quem ainda busca esta regularidade também é o Corinthians, que foi até o Engenhão e aplicou um 3 a 0 pra lá de convincente no Flamengo. O substituto de Alex foi o grande destaque do jogo. Douglas marcou duas vezes e colaborou muito para o triunfo do timão, que agora busca entrar de vez no Brasileirão para quem sabe disputar o título. Alguns fatores podem atrapalhar o time, como a saída de jogadores importante e também a preparação e o interesse no Mundial de Clubes, coisa que já está na cabeça dos corintianos. Se isto não atrapalhar, a equipe tem muito time para defender a taça de campeão. 


E, se por um lado o Corinthians busca objetivos maiores, o Flamengo já se preocupa com possíveis quedas para as últimas colocações. A partida de ontem mostrou nitidamente como o time está atualmente: abalado e muito enfraquecido com problemas dentro e fora de campo. A torcida já protesta, e com razão, querendo atitudes da diretoria, que ultimamente só anda dando notícias desagradáveis ao torcedor. A situação está bastante crítica nos bastidores, e isso é claro acaba afetando a equipe dentro de campo. E não adianta somente mandar Joel Santana embora. Sem peças e sem reforços, o rubro-negro pode se acostumar a olhar a parte debaixo da tabela.

A abertura da 10ª rodada do Campeonato Brasileiro foi assim. Alguns favoritos ganhando e continuando embalados, outros se recuperando de derrotas anteriores e ainda quem esteja mal das pernas. Sendo assim, como já foi dito no inicio, o Brasileirão vai ficando cada vez com uma cara mais nítida, e as afirmações já podem ser feitas com mais fundamento. A busca pela regularidade ainda continua, porém os objetivos já vão se desenhando, almejando sempre o melhor lugar na classificação.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

A outra cara da 9ª rodada e a nova “fase” do Brasileirão


Neste final de semana mais uma rodada do Campeonato Brasileiro agitou os gramados por todo o Brasil. E este 9ª rodada aparentemente já mostrou uma outra “cara” para a competição, que promete engrenar a partir de agora, já que os campeonatos simultâneos já tiveram seu término, e as equipes focam única e exclusivamente na competição nacional, entrando assim numa outra “fase” e dando a clareza dos objetivos de cada equipe dentro do campeonato.

As partidas desta rodada mostraram um algo a mais do que as rodadas anteriores, com mais gols, disputa e rivalidade dentro de campo. Mesmo assim, porém, a parte de cima da tabela pouco se alterou, com os favoritos obtendo bons resultados em seus jogos (ou pelo menos não perdendo). Neste momento, três alvinegros e um tricolor ocupam o cobiçado G-4 da Libertadores.


E a liderança permanece com o Atlético-MG, que, no sábado, conseguiu uma vitória heroica em Santa Catarina, onde venceu por 4 a 3 de virada e ganha mais fôlego ainda para continuar embalado no primeiro lugar. Parece que o técnico Cuca finalmente conseguiu formar um grupo de jogadores com qualidade e com um esquema propício, e, assim, a equipe vem jogando muito bem e vencendo. O galo promete dar muito trabalho. O derrotado Figueirense, na estreia de Loco Abreu, perde mais uma e já começa a se preocupar para o restando do campeonato. Por sua vez, quem continua na sua cola dos mineiros é o Vasco, que, mesmo jogando muito mal diante do seu torcedor, contou com a sorte, venceu o lanterna Atlético-GO pelo placar mínimo e garantiu a  vice-liderança.

O terceiro e quarto colocados se enfrentaram nesta rodada, e fizeram um jogo com características já esperadas. Com muito equilíbrio, o clássico “vovô” entre Fluminense e Botafogo acabou empatado, sendo a igualdade não tão boa, mas também não muito ruim para ambos. Porém, com o empate, o fogão viu seus adversário diretos pelo G-4 encostarem. Um deles é o São Paulo, que também jogou um clássico estadual nesta rodada, que acabou no mesmo placar do Rio de Janeiro. 1 a 1 contra o Palmeiras, ainda na ressaca do título da Copa do Brasil, e que permanece na zona de rebaixamento. Na aguardada estreia do técnico Ney Franco, o tricolor deixou a desejar no seu futebol e acabou saindo no lucro.


Os gaúchos também andam buscando o grupo dos quatro primeiros colocados do Brasileirão. O Internacional, desfalcado, enfrentou um Santos na mesma situação. Porém, não conseguiu aproveitar a vantagem de ter um jogador a mais durante boa parte do tempo de jogo e não saiu do zero a zero, resultado que deixou o time empatado com o Botafogo, quarto colocado, enquanto o peixe ainda tenta entrar de vez no campeonato. Já o rival tricolor Grêmio conseguiu uma importante vitória. Fora de casa, o time venceu com autoridade o Cruzeiro e se aproximou do G-4. porém, ainda tenta acabar com a irregularidade, coisa que pesa muito neste Brasileirão. Já a raposa, depois do ótimo começo, agora passa por um momento de atenção.

Outros times que venceram e se aproximaram das primeiras colocações foram Ponte Preta e Flamengo. A macaca recebeu o Coritiba e contou com o bom futebol de sua equipe e dos gols do artilheiro Roger para golear e permanecer muito bem no campeonato. Olho no time campineiro, que está fazendo um ótimo inicio de competição. Já o Flamengo, com desfalques e desconfiança, mostrou bastante superação e vontade para bater o Bahia em Pituaçu e ganhar uma boa injeção de ânimo para as rodadas que vem pela frente. Com um jogador a menos desde a primeira etapa, o rubro-negro contou com as boas opções do técnico Joel Santana e da raça dos jovens jogadores para vencer um Bahia que não soube em nenhum momento jogar e aproveitar a vantagem numérica dentro de campo. Sendo assim, 2 a 1 para o rubro-negro, que garantiu sua nona colocação na classificação.


O campeão da Libertadores Corinthians ainda tenta engrenar no campeonato. E obteve sua segunda vitória nesta rodada, onde bateu o Náutico dentro de casa por 2 a 1, de virada, contando com dois belos gols do meia Danilo. Pra fechar, na Ilha do Retiro, o Sport, mesmo não jogando bem, contou com a estrela de seus atacante para vencer. Com gols de Henrique e Gilberto, o leão bateu a Portuguesa e tenta embalar no campeonato, enquanto a lusa já se preocupa com a parte debaixo da tabela.

Depois desta 9ª rodada, que teve ares mais interessantes do que as anteriores, o Campeonato Brasileiro entra em uma nova “fase” a partir de agora. As rodadas do meio de semana já começaram a acontecer a partir desta próxima quarta-feira, exigindo ainda mais preparo, determinação e muito trabalho dos clubes participantes, jogadores e comissão técnica. A partir de então, com isso, a expectativa é de que o Braisleiro fique cada vez mais com uma cara mais nítida e clara, para que possamos apreciar como devemos a competição mais disputada e equilibrada do mundo, e, principalmente, apontar, analisar e visualizar os favoritos, os pontos fortes e fracos de cada equipe e quem deve ficar tanto na parte de cima como na parte de baixo da tabela. Que seja bem-vinda este nova fase, e que tenhamos muita emoção nestes próximos capítulos do Brasileirão 2012.

domingo, 15 de julho de 2012

Jogue poker no seu celular!

Com a nova aplicação de Poker Zoom, que apareceu na forma de beta, os fãs de pôquer descobriram uma maneira nova e mais rápido para jogar seu jogo favorito. Até mesmo o famoso jogador de poker, Daniel Negreanu disse que esta aplicação dá aos jogadores chances ilimitadas para ganhar, uma vez que a velocidade do jogo multiplicado.

Enquanto isso, os jogadores podem jogar o jogo poker na Internet através de seu celular, você só tem que ter uma versão para Android Texas Hold'em, Omaha, Omaha Hi / Lo e Five Card Draw, em todos os níveis de apostas. Esta aplicação permite que eles sejam capazes de reproduzir até mesmo quando na rua do metrô ou ônibus.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Superação, fim da fila e a volta por cima alviverde


Crise interna. Relação conturbada entre a torcida, diretoria e jogadores. Uma fila muito incômoda. E algumas batidas na trave. Estes e outros fatores negativos finalmente puderam ser de uma certa forma “exorcizados” do vocabulário do palmeirense, depois da noite da última quarta-feira, quando o clube segurou a pressão do Coritiba dentro do Couto Pereira, levou a Copa do Brasil e encerrando uma série de fantasmas que já assombravam toda a torcida, que já não via mais a hora de levantar uma taça importante novamente, e já garantiu a tão cobiçada vaga a Taça Libertadores de 2013, a exemplo do rival Corinthians.

E esta taça veio de uma forma toda especial. Há quatro anos sem títulos, e a mais de dez sem uma conquista a nível nacional, o Palmeiras faturou o bicampeonato da Copa do Brasil de maneira invicta, contando com uma equipe sem um destaque ou uma estrela individual, que fez do seu grupo de jogadores um time forte, aguerrido, fechado e campeão. Sob a batuta de Felipão (especialista em competições de mata-mata), o alviverde não teve vergonha de jogar feio por muitas vezes, foi muito eficiente e fez o torcedor soltar o grito novamente, grito este que já incomodava e que estava entalado na garganta por um bom tempo.
 

A trajetória do porco na Copa do Brasil foi com vitórias tranquilas no começo, mas que foram “afunilando” com o decorrer da competição. Porém, como já foi citado, a equipe soube jogar com o regulamento e com a pressão de uma conquista, e assim chegou a seu objetivo. Felipão soube muito bem mesclar a equipe com jogadores rodados e jovens atletas, que foram ganhando seu espaço e alguns deles até virando herois da conquista.

A segunda partida da final, contra o Coritiba, mostrou muito bem a “cara” desta equipe. Com uma defesa bastante sólida, difícil de ser vazada, com um meio-de-campo que toca muito a bola e com um ataque rápido e brigador ao mesmo tempo. A bola parada, grande arma da equipe, foi essencial nesta conquista, e na final não foi diferente. Marcos Assunção encontrou Betinho dentro de área, gol que empatou o jogo e garantiu a taça para o verdão. Antes disto, o primeiro tempo foi como o torcedor palmeirense queria: sem grandes sustos, com a equipe conseguindo controlar bem a pressão do Coritiba e até criando boas chances de marcar. Na segunda etapa, o coxa ficou mais com a bola, tentou pressionar, mas esbarrou na raça dos paulistas, que administraram o marcador, encaminho o bicampeonato da Copa do Brasil.


Com o título, chegam também a confiança da torcida para com a equipe e a diretoria, coisa que pode ser muito comemorada, até para o desempenho da equipe no restante da temporada. De desacreditados e desconfiados, os dirigentes alviverdes agora vivem um momento muito positivo, onde podem trabalhar com mais tranquilidade para melhorar ainda mais a equipe. O trabalho do técnico Felipão também merece destaque. “Copeiro”, o treinador gaúcho formou uma base que apostou na raça e na eficiência para chegar aonde chegou. E, é claro, méritos para todos os jogadores que ajudaram de alguma forma para esta conquista. Sem craques, mas com entrosamento, raça e simplicidade, o time conquistou e trouxe a torcida para seu lado, deixando a equipe ainda mais forte. 

Título que foi e que ainda é muito festejado, e merece ser mesmo. A conquista da Copa do Brasil pode representar um novo ciclo para mais um gigante do futebol brasileiro. Temos como exemplo o Vasco, que no ano passado faturou este título (em moldes parecidos, depois de um longo período de jejum, e pra cima do mesmo Coritiba) e, depois dele, retomou seu rumo de vitórias e de brigar por campeonatos importantes. O Palmeiras pode usar isso como um “guia”, para quem sabe seguir os mesmos passos dos cariocas, ressurgir e dar a volta por cima nos fantasmas, problemas e aflições que atingiam os arredores do Palestra Itália. Parabéns, nação alviverde, e que novos tempos de conquistas venham num futuro bem próximo.

terça-feira, 10 de julho de 2012

Especulações, confirmações, promessas e expectativas: O mercado esquenta pelo país


Até então ele estava calminho, quieto no seu canto, bem tímido. Porém, nos últimos dias, com a abertura da janela de transferências para o futebol brasileiro, o já tão conhecido, badalado, precioso e também muito enganoso mercado da bola ganhou um destaque todo especial dentro dos bastidores dos nossos clubes, com muitas especulações, propostas e muitos interesses em jogo, todos eles pensando no futuro das equipes para o restando desta temporada.

Já nestes primeiros dias de janela de transferência já tivemos muitas mudanças e transações de jogadores para dentro e também fora do nosso país. E os nossos principais times são os protagonistas de todas estas "mexidas" no mercado, visando principalmente melhorar suas equipes para a disputa do Campeonato Brasileiros, onde temos que lembrar que um elenco forte é essencial, pois se trata de uma competição muito longa e difícil, que vai até dezembro. Então, todos que almejam uma boa classificação no término do torneio e que querem passar as férias do final de ano "numa boa" devem estar sempre de olho neste mercado de grandes jogadas e especulações fora das quatro linhas.

Vamos destacar aqui as principais transações dos clubes brasileiros, onde houveram trocas entre si e também a chegada de jogadores vindos de fora. Um exemplo de aquisição feita por um time do país dentro do Brasil é o Atlético-MG, que trouxe para si o ótimo e experiente goleiro Victor, ex-Grêmio. Por sua vez, o tricolor se reforçou em outros setores, com dois jogadores já bastante rodados. Chegaram ao Olímpico o lateral-esquerdo Fábio Aurélio e o meia Elano, que veio do Santos, onde não vivia boa fase. Este primeiro pode ser considerado uma contratação muito arriscada, pois Fábio sempre viveu com muitos problemas de lesões. Falando no peixe e no tricolor gaúcho, a troca envolvendo Elano trouxe o atacante Miralles para a Vila Belmiro. E, se o Santos trouxe um homem de frente, acabou perdendo um do mesmo setor. Borges, que assim como Elano não estava vivendo uma boa fase no peixe, acabou negociado com o Cruzeiro. Para a raposa, uma ótima contratação, que vai fortalecer ainda mais o setor ofensivo da equipe. Aliás, o time celesta ainda trouxe mais dois reforços: o lateral-direito Ceará, ex-Internacional e que veio do futebol francês, e o meia Martinuccio, ex-Fluminense e que estava no Villarreal.

Partindo para o Rio de Janeiro, uma das contratações de mais destaque desta janela: o holandês Seedor, depois de muita especulação, finalmente foi contratado pelo Botafogo e já irá começar a treinar nos próximos dias. Aquisição de excelente qualidade por parte do alvinegro, que dispensa comentários pelo seu currículo e história. Se estiver bem fisicamente, ajudará (e muito) o time de Oswaldo de Oliveira, que, por sua vez, acabou emprestando o uruguaio Loco Abreu ao Figueirense até o final do ano que vem.  Já pelas bandas da gávea, as novidades são menos badaladas. Chegam ao Fla o meio-campo Cáceres, ex-Libertad, e o lateral-esquerdo Ramon, ex-Corinthians. Peças boas para setores muito carentes da equipe, que ainda corre atrás de um camisa 10. Muitos boatos envolvem a contratação de Diego e Riquelme, sonhos da diretoria. Porém, nada ainda está concretizado. Fato é que o rubro-negro deve trazer reforços, se quiser fazer bonito no Brasileirão. Os rivais Vasco e Flu foram mais modestos nas contratações. O cruzmaltino trouxe o lateral-esquerdo William Matheus, ex-Bahia, e o volante Wendel, ex-Cruzeiro e Santos, e que retornou da Arábia Saudita. Já o tricolor, por enquanto, não se mexeu em relação a reforços.

E, assim como o Fluminense, os rivais Palmeiras e Corinthians, até o momento, não apresentaram novidades. Já o Internacional, a exemplo do Botafogo, teve bastante destaque, tudo por conta da contratação de um estrangeiro com bastante nome no futebol mundial. O atacante uruguaio Forlán, eleito o melhor jogador da última Copa do Mundo, acertou com o colorado e foi recebido como muita festa no Beira-Rio. Mais um jogador de muito renome jogando no nosso país, o que é muito interessante, pois, de uma forma ou outra, eles acabam atraindo ainda mais os olhos de todo o mundo para as nossas competições, que, se já eram muito boas, tendem a ficar ainda melhores. E isto por conta da competência de nossos clubes e do agitadíssimo mercado da bola no Brasil, que promete ainda muitas surpresas, especulações, confirmações e decpeções até o seu fechamento. Enquanto isso, ficamos aguardando o final de intermináveis novelas, esperando sempre o melhor para o nosso futebol, melhorando o nível dos nossos campeonatos e, como consequência, proporcionando um melhor espetáculo ao torcedor.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Fieis libertados: A histórica trajetória do timão campeão da América

 

A noite do dia 4 de julho de 2012 foi mais do que especial, histórica e inesquecível para o Sport Club Corinthians Paulista. O gigante do futebol nacional, depois de um longo período de espera, agonia e frustrações, finalmente chegou a sua maior obsessão, “libertando” toda uma nação de apaixonados e fieis torcedores de um antigo trauma. Antes um sonho, agora a mais pura realidade. O título da Taça Libertadores da América é preto e branco do Parque São Jorge, “maloqueiro e sofredor”, e, além de ser o primeiro da história do clube, veio de forma invicta, aumentando ainda mais a importância e a celebração do mesmo.

Esta história envolvendo Corinthians e Libertadores pode ser contada enumerando as diversas decepções que marcaram este trajetória, onde muitos capítulos de expectativas, confusões, provocações e imensas tristezas puderam ser evidenciados, principalmente pelo torcedor corintiano, que precisou esperar até a última quarta-feira para finalmente soltar o grito e ver seu time campeão da mais importante competição das Américas. Porém, todo este sofrimento de antes se iguala ou até fica abaixo da grande campanha que o time fez nesta edição, conquistando a taça de forma incontestável e muito merecida.


Depois de uma estreia tensa, onde a equipe conseguiu um empate fora de casa no maior “estilo corintiano” de ser, a equipe engrenou e passou com tranquilidade da primeira fase, terminando na primeira colocação do Grupo 6. Posteriormente, a equipe entrou na fase de mata-mata, onde o medo reinava por parte da fiel torcida, que já tinha perdido as contas das vezes em que o time foi eliminado. Porém, o time se mostrou muito maduro, entrosado e tranquilo, foi se fortalecendo a cada partida, e com isto fazia com que o caminho ficasse cada vez mais evidente para a inédita conquista. Nas oitavas, a equipe enfrentou o Emelec, onde definiu a classificação com uma vitória convincente no Pacaembu, depois de garantir o empate fora de casa no primeiro duelo.

Nas quartas-de-final, o duelo mais difícil desta caminhada. Uma equipe brasileira esperava o alvinegro. O Vasco, nos mesmos moldes do Corinthians, tinha uma equipe experiente, que estava encaixada e a muito tempo jogando junto. Assim, criou muitas dificuldades, sendo que a primeira partida acabou num empate sem gols, e com a classificação definida com muito sofrimento. 1 a 0 magro, com Paulinho sendo o herói, além do goleiro Cássio, que fez uma defesa antológica no lance com Diego Souza, tantas vezes já reprisado. Este lance com certeza ficará marcado na história do título corintiano.


 Depois da batalha contra os cariocas, mais um conterrâneo estava no caminho corintiano. E era um rival paulista de muito respeito. O atual campeão da competição, que contava com uma equipe liderada por Neymar. O duelo era muito esperado. Não foi tão complicado quanto se imaginava, mas também não foi fácil. Com uma vitória em plena Vila Belmiro na partida de ida e um empate no Pacaembu na volta, a equipe avançou mais uma importante etapa, chegava a final, e com isto a evidência do título ficava cada vez mais próxima.

A final, inédita para o clube, já era histórica, mas os jogadores e todos que faziam e fazem parte desta comissão alvinegra queriam realmente entrar para a história do Corinthians. E, na última batalha, a missão era derrubar o gigante Boca Juniors, seis vezes campeão da Libertadores. O primeiro jogo, no emblemático estádio de “La Bombonera”, foi bastante complicado. Pressão, catimba e bom futebol dos argentinos, que marcaram primeiro. Porém, a estrela do técnico Tite e principalmente de um garoto chamado Romarinho brilharam, este último entrando e marcando o gol que igualou a decisão e levar o capítulo final para São Paulo. Depois da primeira partida da final, tudo indicada que a taça dificilmente escaparia das mãos dos corintianos, que contava com todos os atributos de um verdadeiro campeão, passando por todo o trabalho realizado dentro do clube e também contando com a sorte dos vitoriosos.


Até que se chega o grande dia da final, tão esperado por um clube que já passou pelo seu centenário, mas que festejou sua mais cobiçada conquista depois dele. Pacaembu recheado de expectativas, nervosismo e sonhos querendo se tornar realidades em forma de um título continental tão cobiçado. E tudo que já estava caracterizado tomou forma do jeito todo especial que os corintianos esperavam. Depois de um primeiro tempo que começou bastante complicado, onde o nervosismo tomou conta até de alguns experientes jogadores, o time se soltou, impôs seu futebol já conhecido e fez a alegria de sua torcida. Marcando com uma raça descomunal, correndo por cada centímetro do gramado e disputando cada bola com muita vontade, e sem esquecer de seu futebol, o timão marcou duas vezes com Emerson (o melhor jogador do jogo), derrubou o Boca e conquistou de forma invicta o primeiro título da Libertadores de sua história, para uma explosão fora do comum dos milhões de torcedores espalhados pelo mundo.

Toda esta trajetória vitoriosa do Corinthians pode ser justificada por fatores que todos já conhecem e viram dentro e fora de campo durante toda a campanha da equipe na competição. A começar pelo trabalho de toda a diretoria fora das quatro linhas, que correu atrás em busca de manutenção da equipe que foi campeã brasileira no ano passado, e ainda trazendo reforços para as posições carentes e peças de reposição, formando uma equipe muito forte em todos os setores. 


É muito destacável ainda a grande competência do trabalho feito pelo técnico Tite, com certeza um dos grandes responsáveis pelo título corintiano. Quem não se lembra quando ele chegou ao Parque São Jorge, cheio de desconfiança por parte de muita gente? Pois é, com muita inteligência, planejamento e calma, o treinador formou toda uma “espinha-dorsal” de um time forte no ataque e principalmente na defesa, onde todos marcam e cada jogador se ajuda, onde a arma foi a forte marcação e a velocidade nas investidas ofensivas, além da já tradicional raça, mas que nesta equipe ficou mais evidente ainda. Além disso, sua estrela foi também muito grande. Hoje, Tite passou a ser muito mais respeitado do que era quando chegou, vive seu “auge” e entra definitivamente para a história do clube.

E, com certeza, não poderíamos deixar de lembrar de todos os jogadores que fizeram parte deste elenco vitorioso na trajetória da equipe até a conquista da América. Como já foi dito no parágrafo anterior, a vontade, a garra e a raça desta equipe merece ser destacada, e ficou nítida em todos os jogos da competição. A gana de fazer história pelo clube parece que instigou ainda mais os atletas, que conseguiram formar um time campeão. A característica da equipe foi com certeza o conjunto, sem nenhum craque que se destaca sozinho, mas sim um time fechado que se ajuda e faz o conjunto ser muito forte. Do goleiro ao atacante, todos se destacaram, uns com mais alardes, mas em geral a força dos onze jogadores dentro de campo e mais os suplentes que levou o time a chegar onde chegou.


 A espera se acabou. E, junto com ela, várias piadas, gozações de rivais e o grande “trauma da América”. Agora, o Corinthians pode sim dizer que é campeão da Libertadores, e com certeza com todos os méritos possíveis, de forma invicta e incontestável. Parabéns ao clube e a fiel torcida corintiana, que esperou por este momento por tanto tempo e demonstrou ainda mais seu amor pelo time nesta conquista, e que agora estão “libertados”. Libertados: este é o sentimento corintiano neste momento, e pode traduzir este grande, inédito de histórico título da Libertadores.

domingo, 1 de julho de 2012

Fúria reencontra seu fantástico futebol e faz história na Euro 2012


Neste domingo o mundo do futebol parou para acompanhar a final da Eurocopa 2012. Um jogaço de bola esperava todos os apreciadores do bom futebol. Espanha e Itália entraram em campo no estádio de Kiev, na Ucrânia, em busca do título. E o melhor futebol foi coroado mais uma vez. A Espanha reencontrou seu já conhecido futebol com espetáculo nesta decisão, goleou a Itália e fez história, faturando seu terceiro título da Eurocopa e sendo a primeira seleção a ganhar a competição por duas vezes consecutivas.

Antes da partida, a expectativa era de um confronto bastante parelho, até pelos último jogos, onde a Espanha não havia encontrado seu grande futebol esperado e a Itália surpreendeu a todos, mostrando um futebol ofensivo e com muita qualidade, liderados por Pirlo e pelo marrento Balotelli.


Sendo assim, o primeiro tempo de partida foi mais ou menos como o esperado. Mais ou menos porque a fúria voltou a apresentar seu futebol envolvente, com muito toque de bola e velocidade, mas com uma pitada a mais de objetividade, coisa que nas últimas partidas não ficou tão evidente assim. A Itália continuou com sua proposta de toque e posse de bola, partindo para o campo ofensivo, mas sem esquecer da defesa. E, apesar do equilíbrio, foi a fúria que chegou ao caminho do gol. E por das vezes. Primeiro com David Silva, depois de uma linda troca de passes. Depois, com Alba, que aproveitou lançamento e tocou na saída de Buffon. Mesmo com um pouco mais de posse de bola, os italianos não conseguiram bloquear as investidas espanholas, que fizeram o placar ficar em 2 a 0.

O segundo tempo começou como terminou o primeiro, com a Itália tendo mais volume de jogo, criando algumas oportunidades e tentando diminuir o marcador. Enquanto isso, a Espanha controlava bem a partida, e ainda assustava. Até que um lance acabou sendo fundamental para o resultado final do jogo. O brasileiro Thiago Motta acabou se machucando e tendo que sair, quanto o treinador italiano Cesare Prandelli já tinha feito as três alterações. Assim, a azzura ficou com dez jogadores em campo e acabou se entregando na partida, abrindo a porta para o show espanhol, que ainda marcou mais duas vezes, com Fernando Torres e Mata, e, colocando o adversário na roda e imprimindo seu fantástico futebol, levou o jogo até o final e coroou com mais um título esta incrível geração de jogadores, que já entrou para a história do futebol mundial.


Depois de iniciar esta Eurocopa com muita expectativa, a Espanha acabou não correspondendo o esperado. Começou a competição com um pouco de dificuldade de imprimir seu futebol de posse e toque de bola, velocidade e habilidade de seus jogadores, até chegar a esta final contra a Itália, onde se reencontrou no momento certo e conquistou mais um título. Depois da conquista da Euro de 2008 e da Copa do Mundo de 2010, a fúria garante mais uma taça, aumenta ainda mais a moral e a auto-estima desta equipe, que já está junta a muito tempo, e permanece sendo a melhor seleção do mundo e principal candidata aos próximos títulos. Com sua já habitual característica de muita categoria, e colocando junto um pouco mais de objetividade, como mostrado no jogo de hoje, a Espanha lembrou o Barcelona e promete chegar ainda mais longe. Se é que dá pra chegar mais longe. Parabéns a fúria, merecidamente campeã.